Publicações...

Religiões e religiosidades: entre a tradição e a modernidade

Título: Religiões e religiosidades: entre a tradição e a modernidade
Organizadores: Ângelo Adriano Faria de Assis e Mabel Salgado

A Coleção Estudos da ABHR visa disponibilizar ao grande público o resultado da produção acadêmica e das discussões realizadas pela Associação Brasileira de História das Religiões ao longo dos últimos anos. Os Simpósios Anuais de História das Religiões, promovidos por esta associação, constituem-se em espaço de troca de experiências, debates acadêmicos e estímulo a novas pesquisas, possibilitando o enriquecimento dos estudos científicos sobre religião.

As “Edições ABHR”, em parceria com a Paulinas Editora, apresentam o sétimo volume da série, trazendo alguns dos debates ocorridos durante o IX Simpósio realizado em Viçosa/MG, entre os dias 1 a 5 de maio de 2007. A presente obra tem como objetivo discutir a relação das religiões e das religiosidades ao longo dos tempos, refletindo sobre as suas transformações, manutenções e rupturas no embate frequente entre os valores da tradição e da modernidade, tanto no Brasil quanto no mundo, colocando em foco os caminhos dos estudos sobre o mundo da religião na atualidade.

Como adquirir…

XIV Simpósio Nacional da ABHR – Datas

23 de abril de 2014

—- NOTÍCIA IMPORTANTE —–

Datas do XIV Simpósio Nacional da ABHR: o evento será realizado em novembro. Nos próximos dias publicaremos as datas definitivas

LOCAL: Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), Uberaba/MG.

Mais informações em breve!

XIV Simpósio Nacional da ABHR – Mudança de Local

24 de março de 2014

Aos associados da ABHR e demais pesquisadores,

 

No último simpósio nacional da Associação Brasileira de História das Religiões (ABHR) realizado em São Luís (MA), havia sido definido que o XIV Simpósio Nacional da nossa associação ocorreria em 2014 na cidade de Curitiba (PR). Entretanto, devido à impossibilidade de realização do evento na capital paranaense, o mesmo ocorrerá no Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM) em Uberaba/MG.

A diretoria da ABHR gostaria aqui de tornar públicos os seus mais profundos agradecimentos ao Prof. Anderson Claytom Ferreira Brettas (IFTM), que se prontificou a receber e organizar o evento da ABHR, mesmo com todas as dificuldades criadas pelo tempo escasso para os preparativos.

 

Nos próximos dias confirmaremos as datas e demais detalhes do evento.

 

Atenciosamente,

 

Diretoria Executiva da ABHR

Novo número da revista REVER (PUC-SP)

27 de fevereiro de 2014

homeHeaderTitleImage_pt_BR

Acaba de ser lançado o novo número da REVER (Revista de Estudos da Religião) da PUC-SP. Link: http://revistas.pucsp.br/index.php/rever/issue/view/1190/showToc

Na seção “Fórum” da revista temos um belo texto do pesquisador Celso Luiz Terzetti Filho sobre o simpósio regional sudeste da ABHR, realizado ano passado na USP: http://revistas.pucsp.br/index.php/rever/article/view/18406/13654

XXI Congresso IAHR – Submissão de trabalhos

12 de janeiro de 2014

IAHR-2015Tendo em vista a realização do XXI WORLD CONGRESS OF THE INTERNATIONAL ASSOCIATION FOR THE HISTORY OF RELIGIONS (IAHR), a ser realizado em ERFURT, Alemanha, de 23 a 29 de agosto de 2015, tendo como tema Dynamics of Religion: Past and Present, convido os interessados a apresentarem trabalhos no painel intitulado “Recepção das expressões não católicas no Império do Brasil (1822 – 1889): adaptação e transformação”. A ementa é mais ou menos assim: “Ao passo que as comunidades religiosas estão constantemente se adaptando ao seu ambiente permanentemente em mudança e seus conceitos sofrem influências sociais e culturais, elas também modificam o seu ambiente político e econômico, assim inventando e reinventando suas tradições. Como então as expressões não católicas (luteranismo, calvinismo, anglicanismo, congregacionais, batistas e metodistas, entre outras) se adaptaram—transformando e sendo transformadas—ao ambiente rigidamente católico no período do Brasil imperial? Quais as principais diferenças entre elas e suas comunidades de origem na Europa e nos Estados Unidos? Quais inovações desenvolveram no processo de adaptação? Quais transformações provocaram em seu ambiente?”

O prazo para apresentação do resumo é 31 de maio, em português e em inglês. Maiores informações junto ao Prof. Paulo Donizéti Siepierski através do e-mail paulosiepierski@terra.com.br SEMPRE com cópia paradiretoria@dehist.ufrpe.br e também do celular TIM (81) 96727580. O site do evento é http://www.iahr.dk/

 

Prof. Paulo Donizéti Siepierski (UFRPE)

Congresso da ALER – Inscrições

12 de janeiro de 2014

“Estimad@s Coleg@s; les recuerdo que tienen hasta el 31 de enero, para el envió de simposios para el congreso de ALER, les anexo la primera circular ahí encontraran el formato solicitado para su publicación en la segunda circular. Les envió un fuerte abrazo deseándoles un feliz año 2014 y se realicen sus proyectos y propósitos, esperando verlos Puerto Rico.

Saludos fraternos”

Elizabeth Díaz Brenis

Coordinadora académica de ALER

http://coordinacionacademicaaler.blogspot.mx/

 

*Mais informações em: http://www.abhr.org.br/wp-content/uploads/2014/01/Primera-Circular-ALER-2014.pdf

Blog Re-Ligare

20 de dezembro de 2013

“Caros amigos e colegas,

Na dinâmica do nosso novo web site (que podem consultar aqui), vimos pedir colaborações para o nosso blog Re-Ligare.

 O Blog, da responsabilidade da nossa área de Ciência das Religiões, pretende ser um lugar de encontro e de debate para todos os investigadores que na LUsofonia trabalham o Fenómeno Religioso na sua mais variada multiplicidade.

 O Blog publica textos de todas as áreas disciplinares que se encontram na(s) Ciência(s) da(s) Religião(ões).

 Não são publicados textos de natureza teológica.

 Serão recusados todos os textos que tenham o proselitismo como objectivo e acção, assim como todos os textos que fomentam a intolerância ou alimentem fundamentalismos.

Pedimos que enviem as vossas contribuições (com indicação do nome e da instituição académica que querem que surja junto do vosso nome), para:

 creligioes@ulusofona.pt

Obrigado a todos,

Paulo Mendes Pinto”

_______________________________________

Direcção da área de Ciência das Religiões

Paulo Mendes Pinto – Director    |

Paulo Branco – Assessor    |   Maria Julieta Mendes Dias – Assessora

Tesouraria: sobre anuidade e novas filiações

9 de dezembro de 2013

Prezados colegas da ABHR,

Nestes últimos anos a nossa associação cresceu e deu importantes passos, sendo um deles a Regionalização. Em 2013 três regiões já conseguiram realizar os seus Simpósios e esperamos que em 2015 sejam realizados os cinco Simpósios regionais.

No entanto, essa nova conquista trouxe um novo desafio. Como realizar o pagamento da anuidade que normalmente era realizada no Simpósio Nacional Anual?

Algumas pessoas fizeram o pagamento ou se inscreveram nos Simpósios Regionais, outras não tiveram essa oportunidade.

Por este motivo comunico a todos que as anuidades também podem ser pagas por meio de deposito bancário, bastando seguir estas simples instruções para que fiquem em dia com as anuidades e ajudem no crescimento de nossa associação:

1 – Valor da anuidade à R$ 60,00 (sessenta reais)

2 – Depositar no Banco Bradesco, Agência 1165-7, Conta Corrente 082296-5.

3 – Enviar o comprovante de depósito para o endereço eletrônico: tesoureiro@abhr.org.br

4 – Assunto a ser colocado no e-mail: PAGAMENTO DE ANUIDADE.

5 – Informações a serem colocados no e-mail: Nome Completo do Associado.

Este mesmo procedimento pode ser efetuado por aqueles que se inscreveram no site, mas ainda não pagaram a taxa de inscrição, também no valor de R$ 60,00. Nesses casos, basta trocar o Assunto por: PAGAMENTO DA TAXA DE INSCRIÇÃO.

Lembramos ainda que aos associados em dia com as anuidades é facultado o direito de participar das Assembléias Gerais a serem realizadas nos Simpósio Nacionais bianuais e de se candidatarem aos vários cargos executivos, científicos e administrativos da ABHR. A próxima Assembléia Geral será no Simpósio Nacional a ser realizado em Curitiba em 2014.

Para mais informações sobre os direitos dos Associados, consultar os Estatutos no site da ABHR: http://www.abhr.org.br/?page_id=11.

Atenciosamente,

Ítalo Domingos Santirocchi – Tesoureiro ABHR

Carta Aberta

5 de dezembro de 2013

Carta aberta da Associação Brasileira de História das Religiões sobre a polêmica em torno do lançamento do livro “A grande onda vai te pegar. Marketing, espetáculo e ciberespaço na Bola de Neve Church”

 

A Associação Brasileira de História das Religiões – ABHR – recusa determinadas posturas assumidas pela “Bola de Neve Church” diante do livro de Eduardo Meinberg de Albuquerque Maranhão Filho, “A grande onda vai te pegar. Marketing, espetáculo e ciberespaço na Bola de Neve Church”. No dia 30 de outubro de 2013, durante os trabalhos do I Simpósio Internacional / I Simpósio Regional Sudeste da ABHR na Universidade de São Paulo, aconteceu uma sessão de lançamentos de livros. Como é comum acontecer em eventos acadêmicos, nesses momentos os pesquisadores falam de seus trabalhos para seus pares. Por seu lado, o colega Eduardo Meinberg informou a todos que um advogado da Bola de Neve Church o procurara instantes antes tentando dissuadi-lo de lançar seu livro. Essa obra é desdobramento de sua dissertação de mestrado em História na Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC.  Esse ocorrido está relatado na carta que o autor enviou à ABHR e a outras associações científicas:

“No momento do lançamento, um advogado da BDN foi à porta do auditório me chamar, acompanhado de dois rapazes de porte avantajado, que aparentavam ser seguranças. O advogado tentou me persuadir a não realizar o lançamento, dizendo que eu “iria ter problemas”. Alegou que eles tinham propriedade intelectual do nome da igreja e que o nome estava na capa; que aquele era um livro comercial e não acadêmico (mal sabem que pelo acordo com a editora eles vão me encaminhar uma pequena parcela em livros, e nada em dinheiro). Algumas pessoas do evento testemunharam este contato da igreja comigo.”

A ABHR recusa essa prática relatada pelo colega Eduardo Meinberg e é-lhe solidária em seu constrangimento. Vale dizer que Meinberg estava na coordenação geral do evento. Portanto, se encontrava em situação de grande cansaço. Não compreendemos essa impostura diante de um trabalho resultado de pesquisa conduzida de acordo com o Comitê de Ética da UDESC, segundo relato da carta do autor, que recebeu orientação formal e foi aprovada por uma banca idônea. O livro é apresentado por três grandes estudiosos do Brasil e do mundo da área de religião, mídia e marketing.

Parte de nossas perguntas foi respondida com o acesso ao documento do Diário de Justiça do Estado de São Paulo[1]. A Igreja Bola de Neve tentou impedir a divulgação da obra de Meinberg porque ela não havia autorizado o uso de sua marca em livro comercial. Sobre essa questão vale ler o texto de alta sabedoria e competência jurídica do Douto Magistrado.

Há um terceiro dado que nos deixou sobremaneira impressionados e estamos seguros que deve ser objeto de atenção de toda a comunidade acadêmica brasileira. O Blog “Religiosamente – bastidores e curiosidades do mundo religioso” publicou notícia com o título “Bola de Neve tenta barrar ‘biografia’ sobre marketing e igreja” onde encontramos a fala de uma advogada da instituição religiosa:

“(…) também diz que, pela sinopse do livro, ‘foi possível deduzir que o juízo de valor promovido pelo autor não condizia à realidade da entidade’. Enxergar a Bola de Neve como uma ‘agência mercadológica é uma inverdade e, portanto, uma ofensa à entidade, que tem como único alvo e fomentador de seus trabalhos o Senhor Jesus Cristo’[2]

Essa fala parece recusar a alteridade acadêmica.  Um trabalho cientificamente orientado não elabora meros juízos de valor. Ele opera com conceitos que são aprovados ou recusados pela banca, dentro dos ritos legítimos da multissecular instituição universidade. A compreensão daquilo que é reputado como “realidade da entidade”, a partir do lugar intelectual do historiador e daqueles que passam pelos processos de formação dessa área de pesquisas no nível da pós-graduação, é, em sua natureza, diferente do chamado senso comum. E é assim em todas as instituições objetos de investigação pelos historiadores e, também, dos diversos pesquisadores das humanidades. Ambas as compreensões são legítimas. No entanto, os estudiosos da Universidade não se ocupam em recusar as produções de sentido das pessoas que participam dos grupos / instituições investigadas. Eles esperam compreender, dada a sua relevância histórica. Por outro lado, àqueles que participam dos grupos / instituições investigados não cumpre recusar a compreensão produzida pela Universidade. Causa espécie essa aparente recusa por parte da advogada. Uma compreensão saudável da Universidade e de suas produções são, recorrentemente, úteis para as próprias instituições religiosas. São muitos os exemplos dessas instituições que promovem eventos em que são convidados pesquisadores de diversas áreas, que são especialistas no estudo dessas instituições e que não participam de suas comunidades de fiéis, para falar e produzir textos. As instituições religiosas com maior maturidade compreendem que os acadêmicos são úteis para que elas próprias se autocompreendam a partir do outro relevante que se constitui a Universidade.

Impossível não nos lembrarmos da questão das biografias não autorizadas. No caso de Eduardo Meinberg de Albuquerque Maranhão Filho parece ser a história não autorizada. É admirável o teor de uma carta assinada por 200 intelectuais brasileiros, intitulada “liberdade para as biografias”. Retiramos dessa carta um fragmento que nos interessa de maneira especial:

O historiador não pede licença ao Estado ou aos partidos para escrever a história política; não solicita a benção de Igrejas ou templos para expor sua visão sobre a história das religiões; não depende de empresas ou corporações para analisar o fenômeno econômico. Do mesmo modo, o biógrafo não pode estar submetido à autorização do biografado para falar de seu personagem.”[3]

O livro de Eduardo Meinberg de Albuquerque Maranhão Filho é uma produção que foi elaborada a partir de sua pesquisa de mestrado em História. Suas referências bibliográficas são admiráveis. Ele se reveste de grande interesse público. A tentativa de impedir a sua divulgação é um atentado contra a Universidade brasileira num momento em que ela passa por um singular e rico processo de admirável crescimento do campo de estudos das religiões. Confiamos sempre que os órgãos do Poder Judiciário saberão proteger os direitos da Pessoa Humana que cobrem a liberdade intelectual quando exercida com responsabilidade e competência. Entendemos que a busca pelos tribunais da nação para impedir o lançamento de um livro produzido dentro dos rigores da Universidade brasileira seria uma tentativa de realizar o absurdo: usar o Estado Democrático de Direito para conseguir algo que se avizinha à censura.

 

ABHR – Associação Brasileira de História das Religiões

GT História das Religiões e das Religiosidades – ANPUH

 

Apoio:

ANPUH – Brasil – Associação Nacional de História

ACSRM – Associación de Cientistas Sociales de la Religión Del Mercosur


[1] http://www.jusbrasil.com.br/diarios/61173594/djsp-judicial-2a-instancia-01-11-2013-pg-420

[2] http://religiosamente.blogfolha.uol.com.br/2013/11/18/bola-de-neve/

[3] http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/11/1370016-academicos-divulgam-carta-a-favor-das-biografias-nao-autorizadas-leia-integra.shtml

 

Versão em pdf

Lançamento – “Pedro Milagroso: o mendigo que virou santo”

3 de dezembro de 2013

Capa Livro

Autor: Raylinn Barros da Silva

Editora: KELPS

Ano: 2013

“A obra é fruto de uma pesquisa histórica sobre um mendigo por nome Pedro, que viveu pelas ruas da então recém criada cidade de Araguaína no início da década de 1960. O mendigo Pedro era tido como uma pessoa “desajustada” que ora era temido pela população, ora era admirado pelo seu jeito “diferente” de ser, pois vestia túnica como se fosse religioso, as vezes vestia roupas femininas como saia. Como bebia e “assustava” a população com seu comportamento “extravagante” foi assassinado de forma violenta e com resquícios de tortura. Após a sua morte a população da cidade começou a atribuir-lhe feitos milagrosos. Sua morte o “redimiu” e há mais de cinco décadas é tido como santo popular, foi “batizado” com o sobrenome Milagroso, agora, Pedro Milagroso. O livro buscou resgatá-lo no contexto que ele viveu. Através da pesquisa em fontes escritas e orais, busca fazer a reconstrução desse “estranho” personagem que abalou os costumes e as tradições de uma sociedade conservadora e que estava em pleno processo de formação e afirmação de valores. A pesquisa, agora transformada em livro no âmbito da História Regional, já foi apresentada em diversos congressos de história e publicada em forma de artigo científico”.

E-mail do autor: raylinn_barros@hotmail.com

 

 

 

Lançamento – “A Reforma Papal (1050-1150): trajetórias e críticas de uma história”

3 de dezembro de 2013

candido

Lançamento: Catolicismos e sociabilidade intelectual no Brasil e na Argentina

3 de dezembro de 2013

Convite_-_Livro_Cândido_4

Curso: Introdução histórica aos cristianismos não-latinos: do início do movimento cristão até 1453

3 de dezembro de 2013

O curso será ministrado pelo professor Alfredo Bronzato da Costa Cruz na Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro.

As informações abaixo foram retiradas do site: http://www.faculdadesaobento.org.br/extensao/introduo-histrica-aos-cristianismos-no-latinos-do-incio-do-movimento-cristo-at-1453

 

Introdução histórica aos cristianismos não-latinos: do início do movimento cristão até 1453

Imagem 1: Cena do mural da antiga catedral de Faras, na Núbia, com retrato de Marianos, bispo local entre 1005 e 1036, acompanhado pela Virgem e o Menino-Deus. Centro de Pesquisas em Arqueologia Mediterrânea, Academia de Ciências da Polônia, Varsóvia. (Imagem em domínio público).

Professor 
Alfredo Bronzato da Costa Cruz
Mestre em História

Período 

De 11 de março a 22 de maio de 2014

Março: 11, 13, 18, 20, 25, 27
Abril: 01, 03, 08, 10, 15, 22, 24, 29
Maio: 06, 08, 13, 15, 20, 22

Horário 

Terças e quintas-feiras, das 11h às 12h40

 

40 horas/aula

Ementa 

Surgimento, expansão e diversificação do cristianismo primitivo na Ásia, na Europa Oriental e na África. O papel do cristianismo no mundo imperial bizantino (e vice-versa). As querelas teológicas dos séculos IV a V e as rupturas nestoriana e monofisita. A formação das igrejas autóctones da Ásia e da África e as missões continentais. O surgimento e desenvolvimento do Islã e seu impacto sobre as comunidades cristãs africanas e asiásticas. As divergências, as rupturas e as tentativas pré-modernas de reunificação entre as igrejas de Constantinopla e de Roma. A formação de cristandades não-latinas na África e na Europa Oriental. A situação dos cristianismos da Ásia e da África às vésperas da moderna expansão europeia. Reflexão sobre o fim do Império Romano do Oriente e o alvorecer da cristandade russa.

Objetivos 

Apresentar os contornos sócio-culturais e os grandes temas teológicos das principais experiências cristãs não-latinas da Antiguidade Tardia e da Idade Média, oferecendo ao aluno um painel das questões referentes à história da expansão e da diversificação do cristianismo na Europa Oriental, na África e na Ásia desde primórdios do movimento cristão até aproximadamente o fim do Império Romano do Oriente.

Justificativas 

A recorrente presença de diásporas de cristãos orientais no Ocidente contemporâneo, o diálogo ecumênico com as igrejas separadas da Sé Romana e a pesquisa histórica sobre o desenvolvimento da literatura, dos dogmas, da espiritualidade e da liturgia cristã antiga e medieval têm conduzido a um crescente interesse pelo estudo das tradições eclesiásticas não-latinas. O presente curso quer ser um laboratório para contribuir para o encaminhamento acadêmico deste interesse, fornecendo a ele um quadro histórico sintético. A esta justificativa de ordem geral somam-se outras, mais específicas, de ordem teológica, acadêmica e humanista, ou, melhor dizendo, política. Do ponto de vista teológico, o reconhecimento de que as antigas comunidades cristãs afro-orientais são partes constitutivas da única Igreja de Cristo, nas quais também se preservou parte do tesouro da fé apostólica, conduz a um esforço em favor do estudo de suas histórias, de seus principais temas teológicos e dos motivos do afastamento mútuo em relação ao ocidente latino. Do ponto de vista acadêmico, o estudo dos cristianismos não-latinos pode ajudar a corrigir o equivocado eurocentrismo que ainda hoje têm orientado certas pesquisas sobre a trajetória histórica do movimento cristão; além de contribuir para um repensar das questões da unidade e da diversidade das formas de expressão da fé cristã em perspectiva diacrônica. Do ponto de vista humanista ou político, o estudo dos primeiros séculos da experiência cristã no mundo extra-europeu permite dimensionar melhor o rico legado das experiências cristãs que se forjaram no contato com horizontes civilizacionais diversos daquele ao qual se liga a nossa matriz cultural; assim como possibilita uma avaliação mais precisa sobre o quê se encontra em jogo nas perseguições e agitações políticas da Europa Oriental, da Ásia e da África contemporâneas.

Público-alvo

O curso dirige-se a historiadores, teólogos, professores e estudantes de História ou de Teologia, religiosos/as e demais pessoas interessadas no estudo acadêmico das experiências cristãs não-latinas.

Programa 

1. Introdução

1.1. Questões preliminares
1.2. Contornos do mundo em que surgiu o cristianismo

2. As diversas trajetórias do cristianismo primitivo

2.1.1. O cristianismo primitivo na Síria e na Mesopotâmia
2.1.2. O cristianismo primitivo na Ásia Menor e na Grécia
2.1.3. O cristianismo primitivo em Alexandria e no Egito
2.1.4. Antigas missões cristãs na África e na Ásia oriental
2.2. Hipóteses sobre a constituição da diversidade cristã nos primeiros séculos

3. Estabelecimento e contornos do cristianismo imperial

3.1. O cristianismo, seus rivais e o estabelecimento da páleo-ortodoxia
3.2. O início do século IV e a virada constantiniana
3.3. O desenvolvimento do cristianismo nos ambientes urbano e rural
3.4. A controvérsia ariano-nicena e a afirmação do dogma trinitário no século IV
3.5. As querelas cristológicas dos séculos IV e V e o Concílio de Calcedônia

4. O cristianismo na Ásia interior entre os séculos IV a VII

4.1. O surgimento das igrejas autóctones da Pérsia e da Armênia
4.2. As frentes orientais de expansão do cristianismo antes do surgimento do Islã

5. O cristianismo na África entre os séculos IV a VII

5.1. O cristianismo no Egito entre o Concílio de Calcedônia e a dominação árabe
5.2. A cristianização da área cultural etíope

6. A era de Justiniano e Teodora no Império Romano do Oriente

6.1. Legado político e teológico de Justiniano e Teodora
6.2. Jacó Baradeus e a igreja jacobita
6.2. A cristianização da área cultural núbia

7. Surgimento e impacto do Islã sobre as comunidades cristãs

7.1. O cristianismo sob a dominação árabe na Síria e na Pérsia
7.2. O cristianismo sob a dominação árabe no Egito
7.3. Os acordos islamo-cristãos nas fronteiras armênias e núbias
7.4. A insularização da Etiópia cristã

8. As frentes orientais de expansão do cristianismo após o surgimento do Islã

8.1. Os primeiros encontros sistemáticos entre cristãos e budistas na Ásia Central e na China

9. O cristianismo bizantino dos séculos VII a XI

9.1. A controvérsia monotelista
9.2. A controvérsia iconoclasta e o Segundo Concílio e Niceia
9.3. A difusão do cristianismo bizantino entre eslavos e búlgaros
9.4. Aprofundamento das divergências entre as igrejas de Constantinopla e de Roma
9.4.1. O cisma de 1054

10. O cristianismo bizantino dos séculos XII a XV (1)

10.1. A entrada dos turcos no ecúmeno cristão
10.2. A crise das cruzadas e a conquista de Constantinopla em 1204
10.3. O Império Latino do Oriente e as tentativas de unificação eclesial
10.3.1. O Concílio de Lião (1274)
10.3.2. O Concílio de Blanquerna (1285)
10.3.3. O Concílio de Ferrara-Florença (1438-1439)

11. As igrejas autóctones da Bulgária e da Sérvia nos séculos XIII-XV
12. As igrejas autóctones do Cáucaso nos séculos XIII-XV

12.1. A Armênia ciliciana

13. O cristianismo na Ásia sob os mongóis

13.1. As igrejas autóctones da Ásia Central nos séculos XIII-XV
13.2. O cristianismo na Índia, na China e no Tibet nos séculos XIII-XV
13.3. Embaixadas mongóis em reinos cristãos

14. O cristianismo na África do surgimento do Islã até o século XV

14.1. As igrejas autóctones do Egito nos séculos XIII-XV
14.2. A Etiópia cristã nos séculos XIII-XV
14.3. Declínio e extinção do cristianismo na Núbia

15. O cristianismo bizantino dos séculos XII a XV (2)

15.1. Acomodação e subversão no monacato bizantino
15.2. A controvérsia hesicasta e Gregório de Palamas
15.3. O avanço dos turcos otomanos e o fim do Império Romano do Oriente

16. O alvorecer da cristandade russa

16.1. A triangulação Constantinopla-Kiev-Moscou
16.2. Os momentos-chave da história da antiga igreja moscovita
16.3. As batalhas teológicas moscovitas
16.4. Cristalização e expansão da Igreja Russa nos séculos XV-XVII

Certificado

Confere certificado mediante 75% de presença nas aulas

Investimento

Taxa única de inscrição: R$ R$ 30,00 (boleto enviado por e-mail no prazo de 5 dias úteis após recebimento do formulário de pré-inscrição disponível abaixo)
Mensalidade: 3 parcelas de R$ 85,00 (com vencimentos nos dias 5 de março, 5 de abril e 5 de maio de 2014)

Inscrição

As vagas são limitadas. Clique no link abaixo e faça a pré-inscrição para garantir sua presença:

Faça sua pré-inscrição

Após encaminhar o formulário, você receberá por e-mail um boleto bancário referente à taxa de inscrição. A inscrição estará confirmada com o pagamento da taxa única de R$ 30,00 e a posterior entrega da documentação solicitada abaixo na secretaria da Faculdade.

Documentação solicitada

Identidade

CPF

Comprovante de residência

OBS: a documentação poderá ser entregue na secretaria da Faculdade no primeiro dia de aula do curso.

Sobre os eventos internacionais da ABHR

18 de novembro de 2013

Prezadas e prezados colegas!

O I Simpósio Regional Sudeste / I Simpósio Internacional da ABHR foi o segundo evento de caráter internacional da Associação. O primeiro evento com esse caráter aconteceu nos dias 20, 21 e 22 de junho de 2001 na cidade de Receife, Pernambuco. Nesses dias o professor Paulo Siepierski (UFRPE) organizou o I Seminário Internacional de História das Religiões junto com o III Simpósio Nacional da ABHR. Aproveitamos essa notícia para animar os sócios da Associação para estudarem o tema dos critérios dos eventos internacionais. Pensamos ser bastante adequado termos uma definição sobre isso na Assembleia que acontecerá durante os trabalhos do XIV Simpósio Nacional em Curitiba no ano de 2014. Também aproveitamos para novamente reconhecer os méritos e parabenizar o colega Eduardo Meinberg pela organização do evento Sudeste.

Diretoria da ABHR

Regionalização da ABHR

12 de novembro de 2013

Prezadas e prezados colegas!

O processo de reestruturação da ABHR está seguindo seu curso. Nesse ano de 2013, aconteceram três simpósios regionais: Nordeste, na UFCG, como tema “Religião, a Herança das Crenças e as Diversidades de Crer”; Sul, na EST, como tema “Cartografias do sagrado e do profano”; e Sudeste, na USP, com o tema “diversidades e (In)Tolerâncias Religiosas”.  Esse movimento responde à ressentida necessidade reforma do estatuto da Associação.

Esse movimento se apresenta como respostas pequenas, mas decididas, às demandas do atual momento da Universidade brasileira tanto no interno do crescimento e diversificação de interesses do campo de estudos das religiões quando em sua expansão e interiorização no território nacional.

Estamos vendo com otimismo esse processo.

As questões acumuladas ao longo dos 14 anos da Associação parecem ter encontrado um caminho razoável de condução. Convidamos todos os colegas que eventualmente participam dos eventos da ABHR para se aproximarem de maneira continuada para participações orgânicas na sua condução e gestão.

Também convidamos todos(as) os(as) colegas para fazerem suas apreciações e análises do atual processo pelo qual passamos. Enviem para o e-mail presidente@abhr.org.br

Essas opiniões são importantes. Será adequado chegar no congresso nacional de 2014 em Curitiba com uma maturidade e diálogo sobre esse processo. O tempo da assembleia é sempre reduzido para uma discussão profunda. Vamos discutindo até lá.

Um abraço fraterno!

 

Diretoria da ABHR

Religião e histórias em quadrinhos

8 de novembro de 2013

Depois de serem ignoradas por vários anos pela academia, as histórias em quadrinhos estão se tornando objeto de várias pesquisas interessantíssimas no campo das ciências humanas.

O Prof. Iuri Andréas Reblin (EST) fala um pouco, nesta aula virtual, sobre a religião nas histórias em quadrinhos de super-heróis

Link para o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=wBu1KQCDEms

Notícias mais antigas »