Lançamento: “Venha a nós o vosso reino: relações entre escatologia e política na história do pentecostalismo brasileiro”

Livro: Venha a nós o vosso reino: relações entre escatologia e política na história do pentecostalismo brasileiro

Autor: Daniel Rocha 

Editora: Fonte Editorial

Ano: 2012

Durante décadas os evangélicos pentecostais foram “carta fora do baralho” na vida política brasileira. A sua atenção estava voltada para dentro de suas próprias comunidades religiosas e para questões estritamente espirituais. Condenavam a decadência moral e espiritual do mundo à sua volta enquanto aguardavam ansiosamente a Segunda Vinda de Jesus para encerrar a história deste mundo tenebroso e recompensar os que aqui foram fiéis e que, por isso, com ele reinariam por mil anos. Entretanto, a partir de meados da década de 1980, alguma coisa mudou: as igrejas pentecostais passaram a lançar candidatos aos mais diversos cargos políticos, a falar da necessidade de se fazer representar na esfera pública e a tentar “ganhar o Brasil para Jesus”. Venha a nós o vosso reino: relações entre escatologia e política na história do pentecostalismo brasileiro busca discutir tais transformações ocorridas nas relações entre as crenças pentecostais sobre o “fim dos tempos” e a atuação das igrejas pentecostais na arena política – relações nas quais o discurso teológico e o discurso político se fundem e se confundem.


Eventos em Minas Gerais com inscrições abertas

Informamos que já estão abertas as inscrições para comunicações nos Simpósios Temáticos (entre 19/03 e 15/04/2012) do XVIII Encontro Regional da ANPUH-MG que será realizado entre os dias 24 e 27 de julho de 2012 em Mariana (MG). O site do evento é o http://www.encontro2012.mg.anpuh.org

 

Também estão abertas as inscrições para apresentação de comunicações no I Encontro de Pesquisa em História da UFMG. Inclusive existem dois Simpósios Temáticos sobre religião: ST 08 “Religião e religiosidades no Brasil” e ST 06 “Poder e fé na Idade Média”.

Lançamento: “História e devoção: a construção social do culto a Nossa Senhora Aparecida do Vagão Queimado de Ourinhos (1954-2004)”

 

Autor: Maurício de Aquino

“Trata-se de um estudo sobre a devoção religiosa em sua imersão histórica, engastalhada num objeto circunscrito. Devoções, bem sabemos, podem engendrar o devocionismo, forma de liberalismo litúrgico que exalta as devoções e ignora a liturgia, podendo conduzir os fiéis ao mundo herético das supertisções, senda da qual escapou a devoção à Nossa Senhora de Ourinhos, por ser capturada pela estrutura eclesiástica local que operou no sentido de produzir a própria devoção e transformá-la em móbile da agregação dos devocionistas e, por conseguinte, reforçar o poder eclesiástico no seio dacomunidade de fiéis orinhenses. Tarefa árdua, mesmo para os eclesiásticos mais  conscientes, pois, como já dizia o padre Lopes Gama, nos meados do século XIX: “Não me venham dizendo que o nosso povo é religioso porque faz muita festa, muita procissão e muita novena, assim como faz presépios, bumba-meu-boi e fandango. Na maior parte da gente por aí, o que há é superstição”.

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