NOTA DA ABHR EM DEFESA DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA RELIGIÃO E DEMAIS PROGRAMAS DA UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO (UMESP)

NOTA DA ABHR EM DEFESA DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA RELIGIÃO E DEMAIS PROGRAMAS DA UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO (UMESP)

Foi com assombro que a Associação Brasileira de História das Religiões (ABHR) soube das arbitrariedades cometidas pelo novo corpo de gestores da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), representado pelo reitor Prof. Dr. Paulo Borges Campos  Júnior.

Como apuramos, a atual gestão tem promovido um desmonte dos Programas de Pós-Graduação da UMESP – dentre eles, um Programa parceiro da ABHR, o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião. Esse desmonte, como entendemos, tem se dado em razão da recalcitrância ao caráter progressista de docentes e discentes desses programas.

Mais que apoiarmos aqui o movimento Em Defesa da Metodista, nos colocamos lado a lado do mesmo. Não aceitamos a demissão sumária de colegas valorosas/os, dentre elas/es, a Professora Doutora Magali do Nascimento Cunha e o Professor Doutor Cláudio de Oliveira Ribeiro, referências nacionais e internacionais nos estudos de religiões e religiosidades. Outro Professor Doutor, igualmente importante, Rui de Souza Josgrilberg, foi demitido por se recusar a assinar a redução drástica da carga horária imputada às/aos docentes.

Caso esse desmonte vier em processo lento e gradual com impedimento de formação de novas turmas, a ABHR também manifesta sua discordância e conclama o novo corpo de gestores a dialogar com as entidades representativas da Área de História das Religiões e Ciência(s) da(s) Religião(ões), representativas de um conhecimento científico específico que tão bem se notabilizou na UMESP.

Fica nosso agravo a essas e outras demissões, a exigência de explicações acerca de tais arbitrariedades, e a expectativa da justa reintegração de todas as pessoas docentes que foram demitidas, sabendo que os motivos de tais demissões foram político-ideológicos.

Esperamos que essas atitudes sejam reconsideradas, e para além da desértica aridez das mesmas, haja uma fonte de esperança pautada em uma educação sem amarras ou mordaças, libertária, aberta à pluralidade e diversidade, inclusiva e amorosa.

Associação Brasileira de História das Religiões (ABHR) 
14 de dezembro de 2017.
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